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UNITA exige responsabilização após alegada violência policial durante funeral no Cazombo

A UNITA no Moxico Leste acusa a Polícia Nacional de ter interrompido as exéquias do príncipe Chinunki Munkanda Nkunda, no Cazombo, com recurso a armas de fogo e gás lacrimogéneo, e exige assistência médica e medicamentosa para os alegados feridos.

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Segundo um comunicado do Secretariado Provincial do partido, a intervenção ocorreu por volta das 10h30, quando familiares, membros da Corte do povo Lunda Ndembu e populares participavam nas cerimónias fúnebres. A UNITA afirma que vários participantes ficaram feridos e que, após a dispersão, terão ocorrido perseguições e novos disparos contra pessoas ligadas à Corte e à família do príncipe.

Perante o sucedido, a formação política pede às autoridades que assegurem tratamento aos feridos e defende a responsabilização civil e criminal dos agentes envolvidos, caso as acusações sejam confirmadas. A UNITA considera excessivo o alegado uso da força e apela ao respeito pelas tradições e pela cultura das comunidades locais.

O partido esclarece ainda que uma delegação de deputados deslocou-se ao Cazombo para prestar solidariedade à família enlutada e participar nas exéquias, depois de receber a comunicação oficial da Corte sobre o programa das cerimónias. Rejeita, por isso, as acusações de aproveitamento político do funeral, sustentando que os parlamentares participaram no acto enquanto representantes do povo.

A UNITA apela ao diálogo e à intervenção das autoridades para travar a tensão no município, salvaguardar a vida dos cidadãos e permitir o regresso à normalidade. As acusações de disparos, utilização de gás lacrimogéneo, ferimentos e perseguições foram apresentadas pela UNITA e não têm, até ao momento, confirmação independente.