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Higino Carneiro resiste à pressão e confirma candidatura ao comando do MPLA

Higino Carneiro garante que não vai abandonar a corrida à liderança do MPLA, apesar do processo judicial em que está acusado de peculato e branqueamento de capitais. O general na reforma reafirmou esta quarta-feira, à saída do Tribunal Supremo, que mantém intacta a intenção de disputar a presidência do partido no congresso de Dezembro.

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Questionado pelos jornalistas sobre uma eventual desistência, Higino Carneiro foi taxativo: “Eu mantenho a minha decisão”. O pré-candidato rejeitou igualmente a existência de uma ala dentro do MPLA a pressioná-lo para abandonar a corrida e declarou confiar na Justiça, garantindo considerar-se inocente e classificando as acusações como “totalmente infundadas”.

A primeira sessão do processo de instrução decorreu durante várias horas, com a audição de quatro testemunhas indicadas pela defesa. O tribunal suspendeu os trabalhos para apreciar dois requerimentos apresentados pelos advogados de Higino Carneiro, que contestam o indeferimento de cerca de seis testemunhas e de parte da contestação à acusação.

A defesa, liderada pelo advogado José Carlos Miguel, aguarda agora a decisão do Tribunal Supremo. Se os requerimentos forem deferidos, novas testemunhas poderão ser ouvidas; caso contrário, o processo avançará para o debate final, antes da decisão sobre uma eventual ida a julgamento. O processo está relacionado com a gestão de Higino Carneiro enquanto governador do Cuando Cubango e com alegada utilização de fundos públicos para fins privados.