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UNITA avança com queixa-crime contra governador e chefias da Polícia no Uíge

A UNITA apresentou uma queixa-crime contra responsáveis da Polícia Nacional e o governador do Uíge, José Carvalho da Rocha, na sequência dos incidentes ocorridos a 8 de Agosto, que o partido classifica como um ataque contra os seus militantes. A denúncia foi anunciada esta quinta-feira pela vice-presidente da formação política, Arlete Chimbinda.

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Em conferência de imprensa, a dirigente acusou a Polícia Nacional de actuação parcial e de violação dos princípios de legalidade e imparcialidade, rejeitando a versão de que os acontecimentos tenham resultado de um confronto. Segundo Arlete Chimbinda, militantes da UNITA estavam a participar numa actividade política quando foram alvo da intervenção policial, que terá provocado vários feridos.

A vice-presidente afirmou ainda que existem indícios de uma alegada acção concertada para impedir a realização do acto político, apontando o dedo ao MPLA. Acusou igualmente agentes que acumulam funções partidárias e públicas de terem contribuído para a tensão e revelou que as informações e provas recolhidas foram remetidas aos mecanismos das Nações Unidas.

Além da queixa-crime contra as chefias policiais e o governador provincial, a UNITA instaurou outro processo relacionado com a alegada entrada de efectivos no seu Secretariado Provincial sem mandado judicial. Arlete Chimbinda disse também que Adalberto Costa Júnior contactou a Presidência da República para denunciar a gravidade dos acontecimentos, mas lamentou a ausência de uma reacção oficial.

A dirigente exigiu celeridade na apreciação dos processos judiciais e garantiu que a UNITA não aceitará que as províncias sejam tratadas como “feudos” do partido no poder. As acusações surgem depois de a Polícia Nacional ter defendido a necessidade de intervenção para preservar a ordem pública durante os incidentes no Uíge.