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Polícia acusa UNITA de estar por trás de manifestações que acabam em violência

A Polícia Nacional acusa sectores ligados à UNITA de envolvimento em manifestações que acabam em confrontos e actos de desacato contra as autoridades. A acusação foi feita pelo segundo-comandante-geral da corporação, Orlando Bernardo, durante o balanço dos incidentes registados no Uíge entre 5 e 8 de Agosto.

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Segundo o responsável, a Polícia assegurou 442 manifestações em todo o país nos últimos 12 meses, mas cerca de 14% terminaram em confrontos. Para Orlando Bernardo, os números reforçam a necessidade de cumprimento das regras que regulam o direito à manifestação e justificam a intervenção das forças de segurança sempre que esteja em causa a ordem pública.

Ao abordar especificamente os acontecimentos no Uíge, o segundo-comandante-geral apontou militantes da UNITA como responsáveis por actos de desacato contra as autoridades. A posição surge depois de o partido da oposição ter contestado a actuação policial durante os incidentes e acusado as forças de segurança de uso excessivo da força.

Orlando Bernardo garantiu, contudo, que a Polícia Nacional mantém o carácter republicano e actua ao serviço de todos os cidadãos, dentro das suas competências legais e sem distinção política. A corporação assegura que continuará a garantir manifestações em todo o país, desde que cumpram a legislação, e adverte que actos de violência, desacato ou perturbação da ordem pública poderão determinar a intervenção policial.