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Participação de Carlos São Vicente no Standard Bank acaba vendida por 208,5 mil milhões

O Estado angolano encaixou 208,5 mil milhões de kwanzas, cerca de 224 milhões de dólares, com a venda de uma participação de 34% no Standard Bank de Angola, seis anos depois de as acções terem sido apreendidas à empresa ligada ao empresário Carlos São Vicente.

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A operação despertou forte interesse entre os investidores, com as ordens de compra a atingirem 403,4 mil milhões de kwanzas, quase o dobro do montante disponibilizado. Na parcela destinada ao público em geral, a procura chegou a ser cerca de quatro vezes superior à oferta, com cada acção a ser vendida por 50 mil kwanzas, o valor máximo definido para a operação, segundo dados divulgados pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).

O Standard Bank Group, que já controlava 51% do banco angolano, exerceu o direito de preferência e adquiriu 24% da participação colocada à venda, num investimento de aproximadamente 152 milhões de dólares. Com a operação, o grupo sul-africano passa a deter 75% do Standard Bank de Angola, enquanto outros investidores ficam com 10% e o Estado conserva os restantes 15%.

As acções agora vendidas pertenciam à AAA Activos, empresa associada a Carlos São Vicente, e foram apreendidas pela Procuradoria-Geral da República em 2020. O empresário foi condenado, em Março de 2022, a nove anos de prisão por peculato, branqueamento de capitais e fraude fiscal, num processo que apontou para prejuízos de cerca de 900 milhões de dólares à Sonangol.

A operação representa uma nova entrada de receita para o Tesouro Nacional e reforça o Programa de Privatizações (PROPRIV), que prevê a redução da participação do Estado no sector empresarial. Com a conclusão da venda, o Standard Bank de Angola passa também a integrar o grupo de empresas cotadas na BODIVA.