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Portugal reage à tragédia em Angola: cheias já fizeram 45 mortos e deixam rasto de destruição

Portugal manifestou solidariedade com Angola após as cheias devastadoras que já provocaram pelo menos 45 mortos, numa catástrofe que atingiu várias províncias e deixou milhares de famílias em situação crítica.

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Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português expressou “profunda solidariedade” para com o Governo e o povo angolano, sublinhando o impacto humano e material das chuvas intensas dos últimos dias e dirigindo palavras de apoio às vítimas e às suas famílias.

O cenário no terreno é alarmante: mais de 51 mil pessoas afectadas, milhares de habitações inundadas ou destruídas e infra-estruturas essenciais comprometidas, incluindo escolas, centros de saúde e rede eléctrica. Só em Luanda e Benguela, as autoridades registaram dezenas de mortos, desaparecidos e feridos, num balanço que não pára de crescer.

Além destas duas províncias, também o Cuanza Sul e Malanje reportaram vítimas mortais, agravando um quadro nacional marcado por deslizamentos de terras e danos generalizados, enquanto equipas de emergência prosseguem operações de socorro e assistência às populações.

Perante a dimensão da tragédia, o Presidente da República, João Lourenço, admitiu uma corrida contra o tempo para encontrar desaparecidos, garantindo o empenho total do Executivo no apoio às famílias afectadas e na resposta a uma das piores crises provocadas por chuvas dos últimos tempos.

C/Lusa