0º C

12 : 18

Isabel dos Santos critica AGT, sistema de justiça e Governo de João Lourenço: “Angola está sem rumo”

A empresária Isabel dos Santos lançou duras críticas ao Presidente João Lourenço, afirmando estar “decepcionada” com os quase dez anos de governação e considerando que Angola atravessa um período de estagnação marcado pelo aumento da pobreza, do desemprego e pela perda do poder de compra das famílias.

Registro autoral da fotografia

Há 47 minutos
2 minutos de leitura

Em entrevista à Rádio Essencial, a filha do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sustentou que o país ficou aquém das expectativas e lamentou a degradação dos indicadores económicos e sociais. Segundo Isabel dos Santos, a desvalorização do kwanza, a fragilidade da economia e as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos revelam uma gestão que não produziu os resultados esperados.

A empresária apontou igualmente críticas à política fiscal do Executivo, acusando a Administração Geral Tributária (AGT) de exercer uma pressão excessiva sobre empresas e investidores. Na sua visão, os elevados impostos, a burocracia e as sucessivas inspecções constituem obstáculos ao crescimento económico e ao fortalecimento do sector privado.

Isabel dos Santos voltou ainda a denunciar aquilo que considera ser uma perseguição política, associando os processos judiciais que enfrenta a disputas internas no MPLA. A empresária rejeitou as acusações de alegada utilização de fundos públicos para investimentos privados, classificando-as como falsas e motivadas por interesses políticos e revanchismo.

Fora de Angola desde o início da Presidência de João Lourenço, Isabel dos Santos afirmou esperar que o país tenha uma liderança diferente após as eleições gerais de 2027, independentemente da força política vencedora. Assumindo-se como militante de base do MPLA, revelou também que não apoiará o partido caso João Lourenço permaneça na sua liderança, defendendo uma nova etapa política capaz de restaurar a confiança dos cidadãos e dos investidores.