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Governo português muda liderança da Escola Portuguesa de Luanda após período conturbado

A Escola Portuguesa de Luanda vai ter uma nova liderança no próximo ano lectivo. O actual director da Escola Portuguesa de Macau, Acácio de Brito, foi escolhido pelo Governo português para assumir o comando da instituição angolana, numa altura em que a escola enfrenta desafios internos e necessidades urgentes de direcção.

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O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo ministro português da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que classificou a missão em Luanda como um novo e importante desafio para o gestor educativo. Segundo o governante, a decisão resulta da experiência acumulada por Acácio de Brito em contextos internacionais, depois de passagens de relevo por Timor-Leste e Macau.

A mudança surge num período particularmente sensível para a Escola Portuguesa de Luanda, actualmente administrada por uma comissão provisória. Em 2025, a instituição esteve sob forte pressão laboral, com os professores a ameaçarem uma nova greve devido a alegados incumprimentos relacionados com subsídios de deslocação e instalação, depois de já terem realizado uma paralisação para exigir melhores condições salariais e profissionais.

Fernando Alexandre afastou qualquer ligação entre a transferência e a polémica que marcou o início do mandato de Acácio de Brito em Macau, onde a decisão de não renovar contratos de vários docentes gerou contestação pública e obrigou à intervenção do Ministério da Educação português. O ministro garantiu que a Escola Portuguesa de Macau atravessa actualmente uma fase de estabilidade e crescimento, destacando que o estabelecimento já ultrapassou os 800 alunos, o dobro da capacidade inicialmente prevista.

Enquanto Luanda se prepara para receber o novo director, Macau continua a planear a expansão da sua escola portuguesa. Estão previstas obras de ampliação e modernização para elevar a capacidade entre 1.000 e 1.200 alunos, num projecto que o Governo português considera estratégico para o ensino da língua e cultura portuguesas no exterior.

C/Lusa