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Défice de escolas obriga Executivo a avançar com plano urgente

Perante um défice alarmante de mais de 3.200 escolas, o Presidente da República, João Lourenço, elevou a construção e reabilitação de infra-estruturas escolares a “prioridade máxima”, numa ofensiva que promete mexer com o sistema de ensino em todo o país.

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A decisão surgiu após uma reunião, na Cidade Alta, com a comissão multissectorial responsável pelo programa nacional para o sector, que confirmou também a necessidade urgente de reabilitar cerca de 1.300 escolas actualmente degradadas.

Para inverter o cenário, o Executivo prevê mobilizar mais de 330 mil milhões de kwanzas ainda este ano, num investimento de grande escala que visa reduzir o número de crianças fora do sistema de ensino e aliviar a pressão sobre as salas de aula.

O plano não se limita à construção de edifícios: inclui o reforço significativo de recursos humanos, com a previsão de entrada de cerca de 34 mil novos funcionários docentes e não docentes no ensino básico ao longo dos próximos três anos.

Com esta aposta, o Governo tenta responder a uma das mais persistentes fragilidades do país, num momento em que o acesso à educação continua a expor desigualdades profundas e a exigir soluções urgentes e estruturais.