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Diplomacia angolana de luto: morre embaixador de Angola em Cuba aos 64 anos

A diplomacia angolana perdeu uma das suas figuras mais experientes. Carlos de Lemos Sardinha Dias, embaixador de Angola em Cuba, morreu este domingo, na Cidade do Panamá, aos 64 anos, vítima de doença, anunciou o Ministério das Relações Exteriores.

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Numa mensagem de condolências, o ministro Téte António manifestou profunda consternação pela morte do diplomata, destacando o seu percurso marcado pela competência, sentido de Estado e dedicação aos interesses de Angola. Ao longo de décadas de serviço público, Carlos Sardinha construiu uma reputação assente no profissionalismo, integridade e capacidade de representação do país nos mais diversos palcos internacionais.

Antes de assumir a chefia da missão diplomática em Havana, o embaixador desempenhou as funções de director de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores, onde teve um papel relevante no fortalecimento das relações entre Angola e vários países da América Latina. O seu percurso incluiu ainda missões diplomáticas nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura, além de outras responsabilidades de destaque no aparelho diplomático angolano.

Segundo a tutela, o diplomata contribuiu para a projecção internacional de Angola através da promoção de parcerias estratégicas e iniciativas de cooperação em áreas políticas, económicas, científicas e educacionais. O Ministério das Relações Exteriores considera que o seu legado permanecerá como uma referência para as actuais e futuras gerações de diplomatas.

A morte de Carlos de Lemos Sardinha Dias representa uma perda significativa para a diplomacia nacional. Na mensagem oficial, o Executivo enalteceu as suas qualidades humanas e profissionais, apresentando sentidas condolências à família, amigos e colegas de trabalho.