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Recredit recupera quase metade do crédito tóxico do BPC, mas tribunais travam o acesso ao dinheiro

A Recredit já recuperou 139,13 mil milhões de kwanzas das carteiras de crédito malparado adquiridas ao BPC, um valor que corresponde a 48% do investimento um avanço relevante, mas ainda aquém das expectativas.

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Os dados foram revelados pela presidente do conselho de administração da empresa pública, Mirian Ferreira, durante a apresentação dos resultados de 2025, onde destacou que, só no último ano, a meta foi superada: dos 30 mil milhões previstos, foram recuperados 30,7 mil milhões, atingindo 103% do objectivo.

Apesar do desempenho positivo, a responsável admitiu que o resultado acumulado continua longe do desejável, apontando a morosidade dos tribunais como o principal entrave. Actualmente, processos avaliados em 422,2 mil milhões de kwanzas permanecem em tramitação judicial, o que condiciona seriamente a recuperação total dos montantes.

Segundo Mirian Ferreira, caso estes processos avancem com maior celeridade, os níveis de recuperação poderiam ultrapassar largamente os 100%, podendo mesmo atingir mais de 150% do valor das carteiras adquiridas. Ainda assim, a Recredit fechou 2025 com lucros de 53,3 mil milhões de kwanzas, um crescimento de 10% face ao ano anterior.

A gestora sublinhou que a missão da empresa vai além da recuperação de crédito, ao contribuir para a limpeza dos balanços bancários e para o reforço da capacidade de financiamento da economia, admitindo ainda a possibilidade de expandir a actuação para novas carteiras e, eventualmente, para a banca privada.