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FLEC pede intervenção directa de Trump e volta a internacionalizar questão de Cabinda

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) lançou um apelo directo ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo o seu envolvimento pessoal na busca de uma solução para a questão de Cabinda, numa iniciativa que procura recolocar o dossier cabindense no centro das atenções internacionais.

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Num comunicado divulgado pelo movimento independentista, a FLEC defende que Washington assuma um papel de mediador activo no diferendo que opõe o povo cabindense ao Estado angolano. A organização sustenta que Cabinda constitui um território distinto de Angola, invocando o Tratado de Simulambuco, assinado em 1885 entre autoridades locais e Portugal, argumento que continua a servir de base às suas reivindicações de autodeterminação.

Segundo o porta-voz da FLEC, Jean Claude Nzita, o conflito permanece sem uma solução política definitiva há mais de cinco décadas, alimentando um ambiente de tensão e frustração entre sucessivas gerações de cabindenses. O movimento considera que a ausência de um diálogo político abrangente e de progressos concretos nas negociações tem dificultado qualquer avanço rumo a uma resolução duradoura.

A organização defende que apenas uma mediação internacional credível, imparcial e sustentada pelo direito internacional poderá abrir espaço para um diálogo efectivo entre as partes. Nesse sentido, apelou aos Estados Unidos para demonstrarem em Cabinda o mesmo empenho diplomático que têm evidenciado noutros conflitos internacionais, incluindo processos de mediação relacionados com disputas territoriais em África.

A FLEC acredita que uma eventual intervenção de Washington poderá criar uma nova dinâmica negocial e contribuir para uma solução pacífica do diferendo. Entretanto, recorde-se que o Presidente angolano, João Lourenço, afirmou recentemente que a situação de segurança em Cabinda permanece estável, considerando que a FLEC-FAC não representa qualquer ameaça à integridade territorial de Angola.