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Sangue chinês no território angolano: Assassinatos brutais expõem fracasso na segurança nacional, diz embaixador

A Embaixada da China em Luanda emitiu um alerta urgente aos cidadãos chineses residentes em Angola após o assassínio brutal de três chineses este ano, todos alegadamente cometidos por indivíduos conhecidos das vítimas. A embaixada apelou às autoridades angolanas para uma rápida detenção dos responsáveis, enquanto insta a comunidade chinesa a reforçar as medidas de segurança.

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Há 7 meses
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Os três crimes, ocorridos em diferentes períodos, têm gerado crescente preocupação entre os chineses a viver no país. O caso mais recente envolveu Huang Shunlong, assassinado a 2 de Agosto nos arredores de Luanda, em Kikuxi. Um suspeito foi detido pela polícia sete dias depois, em Lubango, a mais de mil quilómetros de distância. Em incidentes anteriores, um gestor de armazém de um distribuidor de roupa em segunda mão foi assassinado a 21 de Fevereiro, também em Kikuxi, após o que três suspeitos foram rapidamente detidos, incluindo dois funcionários do distribuidor.

Embora a embaixada tenha classificado os incidentes como “ocasionais”, enfatizou que todos foram perpetrados por indivíduos com conhecimento prévio do local e da rotina das vítimas, sugerindo a existência de riscos associados a disputas comerciais ou relações laborais mal geridas.

A representação diplomática não poupou conselhos à sua comunidade, recomendando medidas de segurança rigorosas, como a instalação de câmaras de vigilância, reforço de portas e janelas, e a seleção cuidadosa de empregados, especialmente para posições sensíveis. Também foi aconselhado que os cidadãos chineses evitem circular sozinhos à noite, transportar grandes quantias de dinheiro, ou confiar em desconhecidos.

Este alerta ocorre num contexto de crescente insegurança em Angola, evidenciada por declarações recentes do líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, que denunciou o aumento da criminalidade no país, ligando-o à pobreza e à inércia das autoridades.

O clima de tensão e insegurança que envolve a comunidade chinesa em Angola levanta questões urgentes sobre a eficácia das políticas de segurança e o papel das autoridades na proteção dos cidadãos estrangeiros no país.

PONTUAL, fonte credível de informação.