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Tragédia no Cuanza-Sul: Corpos carbonizados atrasam identificação e famílias pedem ajuda da CIVICOP

A angústia das famílias das vítimas do trágico acidente de viação no Cuanza-Sul agrava-se de hora para hora. Perante as dificuldades na identificação dos corpos, familiares apelam à intervenção da Comissão Internacional sobre Pessoas Desaparecidas (CIVICOP) para acelerar o processo e permitir a entrega dos cadáveres para sepultamento.

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Segundo informações avançadas por responsáveis ligados ao processo, a violência do incêndio que consumiu os veículos tornou extremamente difícil o trabalho de identificação. A médica legista Fátima de Almeida explicou que, dos 22 corpos recolhidos, apenas quatro permanecem reconhecíveis, correspondentes aos ocupantes da motorizada de três rodas, conhecida por “kaleluia”. Os restantes ficaram completamente carbonizados, exigindo procedimentos técnicos mais complexos.

Na manhã desta terça-feira, dezenas de familiares concentraram-se na morgue do Hospital Geral de Benguela, depois de muitos terem passado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) para cumprir as formalidades legais. Entre lágrimas, desespero e incerteza, os familiares aguardam notícias que lhes permitam identificar os seus entes queridos e dar-lhes um funeral digno.

O acidente ocorreu na segunda-feira, na província do Cuanza-Sul, após a colisão entre um autocarro da transportadora Macon e uma motorizada de três rodas que transportava combustível. O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, causando 22 mortos e vários feridos. Enquanto prosseguem os trabalhos de identificação, cresce a pressão para que as autoridades reforcem os meios técnicos e acelerem um processo marcado pela dor das famílias.