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Ataque à Unitel continua a fazer vítimas: Negócios, matrículas e transferências travados

Uma semana após o ciberataque que atingiu a Unitel, os efeitos continuam a fazer-se sentir em Luanda. As dificuldades no acesso à Internet e a instabilidade nos serviços de pagamentos electrónicos estão a afectar comerciantes, estudantes e milhares de utilizadores, obrigando muitos cidadãos a recorrer ao dinheiro físico e a enfrentar longas filas nas agências bancárias.

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Em vários pontos da capital, os balcões bancários voltaram a registar grande afluência de clientes que procuram efectuar depósitos, levantamentos, transferências e outros serviços que deixaram de conseguir realizar através do Multicaixa Express. A aplicação, considerada o principal meio de pagamentos electrónicos em Angola, continua a apresentar limitações, comprometendo a rotina de particulares e empresas.

Os prejuízos já se fazem sentir em diferentes sectores. Comerciantes relatam dificuldades para receber pagamentos e liquidar dívidas, enquanto estudantes afirmam não conseguir efectuar matrículas e outras operações que dependem de transacções electrónicas. Há também quem admita ter abandonado temporariamente os meios digitais, optando pelo uso de dinheiro físico para evitar novos constrangimentos. Segundo dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), o Multicaixa Express concentrou 62% de todas as operações da rede em 2025, o que ajuda a explicar a dimensão do impacto provocado pela interrupção dos serviços.

A Unitel classificou o incidente como um ataque informático “deliberado e malicioso” e assegurou que continua empenhada na recuperação total da plataforma. Apesar disso, muitos utilizadores afirmam que as falhas persistem e exigem uma normalização rápida dos serviços, numa altura em que a dependência dos pagamentos electrónicos se tornou indispensável para o funcionamento da economia e para o quotidiano de milhares de angolanos.