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450 agências contestam decisão da TAAG sobre bilhetes para Cabinda

As associações que representam cerca de 450 agências de viagens em Angola exigem explicações à TAAG pela retirada das empresas da comercialização de bilhetes na rota Cabinda-Luanda-Cabinda e alertam para os constrangimentos causados pela medida aos passageiros e ao próprio sector.

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A decisão entrou em vigor a 15 de Setembro, quando a companhia aérea passou a assumir exclusivamente a venda de passagens para Cabinda, com o objectivo de travar a intermediação e a especulação de preços. A Associação das Agências de Viagens de Angola (AAVA), a Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA) e a Associação Angolana dos Agentes de Viagens (AAAV) dizem, contudo, não concordar com uma medida que, segundo afirmam, penaliza indistintamente todas as empresas.

As três organizações afirmam ter sido ouvidas pela TAAG antes da decisão e dizem ter proposto a identificação e punição individual dos agentes envolvidos em práticas irregulares, bem como a criação de uma comissão técnica conjunta para acompanhar a situação. As propostas, segundo as associações, não foram acolhidas. As preocupações foram também apresentadas ao Presidente da República, aos ministros dos Transportes e do Turismo e à administração da TAAG, sem que a decisão fosse revertida.

A presidente da AAVA, Renata Opa, considera que a medida deixou as agências sem capacidade para responder a clientes que pretendem viajar para Cabinda, sobretudo em situações que envolvem alterações ou revalidação de bilhetes. Segundo a responsável, os passageiros ficam actualmente limitados às lojas da TAAG e ao ‘call center’, que, afirma, nem sempre asseguram resposta, ou são obrigados a procurar alternativas fora de Angola a custos muito superiores.

As associações dizem compreender a necessidade de combater a especulação, mas defendem que a responsabilização deve recair sobre quem pratica irregularidades e não sobre todo o sector. A contestação ganha particular peso no caso de Cabinda, província que não possui ligação terrestre directa ao restante território nacional, tornando o transporte aéreo uma das principais vias de ligação da população com o resto do país.