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UNITA propõe base nacional para identificar estradas mais perigosas de Angola

A UNITA defendeu a criação de uma base nacional integrada de segurança rodoviária e a divulgação periódica dos chamados “pontos negros” das estradas, numa altura em que a sinistralidade continua a provocar milhares de vítimas em Angola. A proposta foi apresentada esta quinta-feira pelo “governo sombra” do partido, que considera urgente reforçar a prevenção, a fiscalização e a capacidade de resposta aos acidentes.

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Segundo dados apresentados pela UNITA, Angola registou 57.027 acidentes, 12.315 mortos e 62.515 feridos entre 2018 e 2022. Em 2023, foram contabilizados 14.429 acidentes, 3.121 mortes e 17.902 feridos, enquanto só no primeiro semestre de 2025 foram registados 6.055 acidentes, 1.482 mortos e 8.582 feridos. Entre Setembro de 2025 e Fevereiro de 2026, os dados oficiais apontam para mais 1.558 vítimas mortais.

Alexandra Ferreira Marques, ministra dos Transportes e Telecomunicações do “governo sombra” da UNITA, defendeu que a dimensão do problema ultrapassa a questão do trânsito e exige uma resposta coordenada. Entre as medidas propostas está a criação de um Observatório Nacional de Segurança Rodoviária, articulado com uma base de dados que reúna informação sobre acidentes, mortes, atropelamentos, veículos, corredores de risco e tempos de socorro.

A UNITA quer ainda a identificação e publicação regular dos pontos de maior perigo da rede rodoviária, com indicação do estado das auditorias e das intervenções necessárias. O partido aponta as estradas nacionais EN-100, EN-120 e EN-230 como corredores que, segundo o seu diagnóstico, justificam acompanhamento prioritário, além da criação de uma rede de resposta rápida para aproximar o socorro das zonas com maior risco de acidentes.

Para o período 2027-2032, a UNITA propõe igualmente medidas dirigidas ao transporte colectivo interprovincial, à correcção dos pontos negros e à educação rodoviária nas escolas e comunidades. O partido diz reconhecer as medidas previstas no Plano Nacional de Prevenção e Segurança Rodoviária 2023-2027, mas defende que a sua execução exige condições concretas, incluindo financiamento. O Executivo tem, entretanto, mantido medidas de reforço da fiscalização, inspecção de veículos, educação rodoviária e resposta de emergência.