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Eritreia rompe relações com a Etiópia após expulsão de dez diplomatas

A Eritreia anunciou o corte de todas as relações diplomáticas com a Etiópia, numa nova e grave escalada da tensão entre os dois países do Corno de África. A decisão de Asmara surge após Adis Abeba ordenar o encerramento da embaixada eritreia e expulsar dez diplomatas, considerados persona non grata.

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Os diplomatas receberam um prazo de 48 horas para abandonar o território etíope. O Governo da Etiópia justificou a expulsão com alegadas actividades que representariam uma ameaça à segurança nacional, aumentando a tensão entre os dois países vizinhos.

A crise ocorre em paralelo com novos confrontos no norte da Etiópia, onde forças federais enfrentam uma aliança de grupos armados liderada pela Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF). Adis Abeba acusa Asmara de apoiar a coligação, mas as autoridades eritreias rejeitam as acusações.

A ruptura reacende os receios de um novo conflito de grandes proporções na região, depois de a Eritreia ter apoiado as forças federais etíopes durante a guerra do Tigray, entre 2020 e 2022. O entendimento entre os dois governos deteriorou-se após o fim do conflito.

Perante o agravamento da situação, a União Africana apelou à contenção e ao diálogo, instando a Etiópia, a Eritreia e os restantes actores envolvidos a evitar declarações ou medidas capazes de aprofundar a instabilidade no Corno de África.