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Angola distingue heróis dos Acordos de Alvor e líderes de Portugal e do mundo

O Estado angolano vai homenagear, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência, os signatários dos Acordos de Alvor e várias figuras que marcaram a história política de Angola e de Portugal, entre as quais Durão Barroso, Aníbal Cavaco Silva e o falecido presidente português Francisco da Costa Gomes.

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Há 4 meses
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A cerimónia, que encerra o ciclo de condecorações do jubileu da independência, distinguirá 188 personalidades nacionais e estrangeiras, repartidas pelas Classes de Honra, Independência e Paz e Desenvolvimento. As distinções serão entregues pelo Presidente da República, João Lourenço, a 11 de Novembro, na Praça da República, em Luanda.

Na Classe de Honra constam antigos chefes de Estado e líderes mundiais que desempenharam papéis decisivos na libertação e afirmação de Angola, como Nelson Mandela, Fidel Castro, Kwame Nkrumah, Julius Nyerere, Kenneth Kaunda, Ernesto Geisel, Houari Boumedienne, Bill Clinton e Xi Jinping. Entre os portugueses distinguidos destaca-se Francisco da Costa Gomes, presidente que assinou, em 15 de Janeiro de 1975, os Acordos de Alvor, marco histórico que selou a independência do país.

A lista inclui ainda Aníbal Cavaco Silva, então primeiro-ministro, e José Manuel Durão Barroso, à época secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, protagonistas do processo que conduziu aos Acordos de Paz de Bicesse, assinados em 1991, em Lisboa, que abriram caminho ao multipartidarismo em Angola.

Na Classe Independência figuram nomes que moldaram a luta e a construção do Estado angolano, como António Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos, Jonas Savimbi, Álvaro Holden Roberto, Lopo do Nascimento, Roberto de Almeida e Lúcio Lara “Tchiweka”, além de personalidades africanas como Amílcar Cabral e Oliver Tambo.

A Classe Paz e Desenvolvimento contempla figuras ligadas à diplomacia, religião e cultura, como Kofi Annan, Jesse Jackson, Dom Gabriel Mbilingi e Dom Belmiro Chissengueti, reconhecidas pelo contributo para a estabilidade e progresso de Angola. A homenagem a Agostinho Neto — proclamador da independência nacional, encerrará o acto, simbolizando meio século de soberania, memória e gratidão.