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Angola entre os países limitados na entrada nos EUA

Angola passou a integrar a lista de países alvo de restrições parciais de entrada nos Estados Unidos, numa decisão anunciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que endurece a política migratória invocando razões de segurança nacional.

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Há 2 meses
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A medida, formalizada por ordem executiva, surge na sequência de um ataque ocorrido em Novembro, em Washington, no qual um requerente de asilo afegão matou uma militar da Guarda Nacional, episódio que a Casa Branca aponta como catalisador para o reforço dos controlos fronteiriços.

No mesmo diploma, Trump determinou a proibição total de viagens para cidadãos do Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria, além de vedar a entrada de pessoas portadoras de documentos emitidos ou endossados pela Autoridade Palestiniana.

Angola figura entre os 15 países sujeitos a restrições parciais, ao lado de Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malawi, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbabué, ampliando um quadro já apertado para a mobilidade internacional.

Desde Junho, os Estados Unidos mantêm uma proibição total para cidadãos de 12 países, entre os quais Afeganistão, Irão, Líbia e Somália, enquanto restrições parciais continuam a aplicar-se a Burundi, Cuba, Togo e Venezuela, elevando para 19 o número de Estados sob veto absoluto e para outros 19 os sujeitos a limitações.

Na ordem executiva, Trump sustenta que as restrições são necessárias para impedir a entrada de cidadãos sobre os quais o Governo norte-americano não dispõe de informação suficiente para avaliar riscos, apesar de o suspeito do ataque, Rahmanullah Lakanwal, ter-se declarado inocente e ter chegado ao país como asilado em 2021 após colaborar com a CIA.