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Ataque atribuído a afegão leva Trump a exigir suspensão permanente de entradas nos EUA

Donald Trump anunciou que pretende suspender “de forma permanente” a imigração proveniente de todos os chamados países do terceiro mundo, após o ataque que matou dois membros da Guarda Nacional perto da Casa Branca.

Registro autoral da fotografia

Há 13 horas
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O Presidente norte-americano apontou o caso como exemplo de uma alegada falha dos mecanismos de segurança, afirmando que a entrada de Rahmanullah Lakanwal, um afegão de 29 anos que recebeu asilo este ano ao abrigo de um programa criado pela administração Biden, demonstra a urgência de travar novos fluxos migratórios. Lakanwal é acusado de lançar uma emboscada que vitimou mortalmente a especialista Sarah Beckstrom, de 20 anos, e o sargento Andrew Wolfe, de 24 anos.

Segundo a Procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, o suspeito vivia no Estado de Washington com a esposa e cinco filhos. Encontra-se detido após ter sofrido ferimentos por bala considerados não fatais e enfrenta acusações de agressão com intenção de matar e posse de arma de fogo no âmbito de um crime violento.

As autoridades relatam que o agressor atravessou o país para concretizar o ataque com um revólver Smith & Wesson 357, alimentando críticas internas à administração Biden. Kash Patel, director do FBI, acusou o anterior Governo de permitir a entrada de indivíduos “sem qualquer controlo adequado” após a retirada militar do Afeganistão, classificando o episódio como consequência directa dessa política.

Trump reforçou as críticas ao afirmar que centenas de milhares de afegãos chegaram aos Estados Unidos sem a devida verificação, descrevendo a operação de evacuação humanitária como uma “ponte aérea terrível”. O caso provocou uma reacção imediata: o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA suspendeu, esta quarta-feira, o processamento de todos os pedidos de imigração de cidadãos afegãos.