0º C

13 : 00

Tecnologia das eleições de 2027 já tem dono: CNE escolhe novamente a espanhola Indra para assegurar tudo

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) voltou a confiar na empresa espanhola Indra para assegurar a solução tecnológica das eleições gerais de 2027, marcando a quinta vez consecutiva que a multinacional assume um papel central no processo eleitoral angolano uma decisão que promete reacender o debate político.

Registro autoral da fotografia

Há 1 hora
2 minutos de leitura

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo recém-designado porta-voz da CNE, Manuel Camaty, que explicou que a escolha resultou de um concurso público disputado por quatro empresas. Segundo o responsável, as propostas concorrentes não reuniram todos os requisitos exigidos, o que abriu caminho à adjudicação à empresa espanhola, que já participou na organização tecnológica das eleições de 2008, 2012, 2017 e 2022.

A decisão surge no âmbito de um vasto pacote de preparação logística para o próximo ciclo eleitoral. A CNE lançou dez concursos públicos no final do ano passado para contratação de bens e serviços, num processo que atraiu 237 propostas empresariais, das quais apenas 72 receberam aprovação final para adjudicação.

Apesar da garantia de transparência apresentada pela CNE, o nome da Indra continua rodeado de polémica. Partidos da oposição e sectores da sociedade civil têm levantado suspeitas sobre o papel da empresa nas eleições anteriores, com acusações de alegadas irregularidades no tratamento dos resultados. A UNITA chegou mesmo a apresentar uma providência cautelar no Tribunal Constitucional contestando o concurso que acabou por confirmar a escolha da multinacional espanhola.

Além da solução tecnológica, os concursos abrangem diversas áreas logísticas do processo eleitoral, incluindo kits para agentes de educação cívica, meios informáticos, geradores, iluminação, transporte de material eleitoral, geo-referenciação das assembleias de voto e distribuição de cadernos eleitorais um aparato que a CNE afirma preparar com antecedência para garantir o normal funcionamento das eleições de 2027.