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Banco do Brasil quer financiar produção agrícola em Angola

O Brasil apresentou a Angola um pacote robusto de propostas para acelerar o investimento agrícola, com foco na produção alimentar, transferência de tecnologia e cooperação empresarial, colocando o país no radar como futuro protagonista do agro-negócio africano.

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O anúncio foi feito esta terça-feira pelo ministro brasileiro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, após um encontro com a equipa económica angolana, chefiada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que marcou mais um avanço estratégico na parceria entre os dois países.

Segundo o governante brasileiro, quatro grandes grupos empresariais do Brasil já identificaram oportunidades concretas em Angola, com destaque para a produção de milho, soja, algodão, carne bovina e suína, estando prevista para Março uma deslocação da delegação angolana ao Brasil para o acerto técnico final que deverá abrir caminho ao início das operações.

O plano inclui financiamento directo através do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e do Banco do Brasil, sem um tecto máximo pré-definido, uma vez que o volume do investimento dependerá da procura e da dimensão dos projectos apresentados por produtores brasileiros e angolanos.

Para além da produção agrícola, a proposta contempla a construção de infra-estruturas essenciais, como armazéns de grãos, sistemas de irrigação, equipamentos e maquinaria, com tecnologia brasileira, visando garantir escala, eficiência e sustentabilidade ao projecto.

Do lado angolano, foram já identificadas áreas prioritárias nas províncias do Cuanza Norte, Uíge e Malanje, numa primeira fase, com disponibilidade adicional de terras no Moxico Leste, Cuando Cubango e Lundas, estimando-se cerca de 20 mil hectares prontos para dar início a um projecto que poderá redesenhar o mapa agrícola nacional.