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UNITA denuncia pobreza extrema no leste e exige “justiça económica” para regiões diamantíferas

A UNITA voltou a lançar um alerta duro sobre a realidade social no leste de Angola, denunciando níveis de “extrema pobreza” e defendendo uma nova política de “justiça económica”, que inclua a atribuição de parte das receitas dos diamantes às populações locais e a implementação urgente das autarquias.

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A posição foi expressa no Luena, província do Moxico, onde decorrem as XIII Jornadas Parlamentares da UNITA. O primeiro vice-presidente do grupo parlamentar do partido, Rafael Massanga Savimbi, afirmou que a situação socioeconómica da região revela carências profundas e exige soluções estruturais. Para o dirigente, apenas a criação de autarquias poderá alterar o quadro actual, que considera marcado por forte centralização do poder em Luanda.

Massanga Savimbi sustentou que províncias como Moxico, Lunda Norte e Lunda Sul, apesar da riqueza em recursos minerais, sobretudo diamantes, continuam a enfrentar dificuldades graves. Defendeu, por isso, a definição de um mecanismo que permita reter uma percentagem das receitas provenientes da exploração diamantífera para financiar o desenvolvimento das comunidades locais.

Os deputados do partido iniciaram esta terça-feira um programa de visitas a instituições públicas, entidades privadas, autoridades tradicionais e mercados em vários municípios da província. Segundo o porta-voz das jornadas, a iniciativa pretende avaliar no terreno a realidade social da região leste, que o partido considera frequentemente esquecida nas políticas nacionais.

As jornadas parlamentares coincidem com as comemorações dos 60 anos da fundação da UNITA, cujo acto central terá lugar no sábado, no Luena. Antes, na sexta-feira, a direcção do partido desloca-se a Muangai, local histórico onde a organização foi fundada a 13 de Março de 1966, num momento em que a liderança reafirma a ambição de se apresentar como alternativa política nas eleições de 2027.