Catarina Martins exige condenação mundial ao plano de Trump sobre a Venezuela
Catarina Martins classificou como “de gravidade inédita” o plano de Donald Trump para assumir o controlo político da Venezuela e exigiu uma condenação firme da comunidade internacional.

Registro autoral da fotografia
À margem de uma visita ao Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, a candidata presidencial alertou que a proposta anunciada pelo Presidente norte-americano ameaça abrir a porta à legitimação de ocupações militares em qualquer parte do mundo. Para Catarina Martins, o silêncio global equivaleria a um aval perigoso.
Trump revelou ter ordenado um “ataque em grande escala” para capturar Nicolás Maduro, entretanto retirado do país, e declarou que os Estados Unidos irão “dirigir a Venezuela” até ao fim da transição de poder. O Governo de Caracas denunciou uma “gravíssima agressão militar”, decretou estado de excepção e relatou explosões na capital durante a noite.
A candidata reconheceu fragilidades no regime venezuelano, mas considerou que tais factos não justificam a intervenção. Sublinhou que “os venezuelanos têm direito ao seu futuro” e defendeu a retirada imediata das tropas norte-americanas do território.
Catarina Martins advertiu que aceitar a ocupação equivaleria a normalizar outros actos de força, citando os exemplos da Ucrânia e até da Groenlândia, se tal servisse os interesses estratégicos de Washington. “Ao legitimar a força, destrói-se o direito internacional”, afirmou.
O anúncio de Trump levantou preocupações entre diplomatas e observadores, que alertam para o risco de um conflito prolongado e para as consequências imprevisíveis de um país estrangeiro assumir, de facto, a condução política da Venezuela.
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