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CEAST denuncia crise social e diz que Angola ainda falha na dignidade humana

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) fez soar o alarme sobre a realidade social do país, afirmando que muitos angolanos continuam longe de viver com dignidade, mesmo após mais de duas décadas de paz.

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A posição consta da mensagem divulgada no âmbito da Jornada Nacional da Reconciliação e da Paz, que decorre de 15 de Março a 4 de Abril. A Comissão de Justiça e Paz da CEAST reconhece avanços desde o fim da guerra, mas sublinha que persistem problemas graves que impedem uma vida condigna para grande parte da população.

Entre as principais preocupações apontadas pela Igreja Católica estão centenas de milhares de crianças fora do sistema de ensino, níveis elevados de má nutrição, mortalidade infantil preocupante, crescimento da prostituição infantil e um número expressivo de jovens sem emprego. A instituição destaca ainda que uma fatia significativa da população vive abaixo da linha da pobreza, cenário que contrasta com os ganhos registados no período de paz.

A CEAST chama também a atenção para a crescente crise ambiental, marcada por desflorestação, chuvas irregulares e estiagens severas, que agravam a fome e a vulnerabilidade em várias regiões do país, sobretudo no centro e sul.

Perante este quadro, a Igreja defende que a reconciliação nacional continua a ser um pilar indispensável para o futuro, advertindo que será ilusório construir uma nova Angola sem diálogo, justiça social e respeito efectivo pelos direitos dos cidadãos.