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Chivukuvuku desmonta polémica: «A UNITA sempre soube da suspensão de mandatos»

Abel Chivukuvuku, líder do recém-legalizado PRA-JA Servir Angola, veio a público desfazer qualquer ideia de que a UNITA tenha sido surpreendida com a suspensão dos mandatos dos seus deputados. O político garantiu que o tema já era discutido há mais de um ano e que o próprio Adalberto Costa Júnior estava perfeitamente ciente da situação.

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Há 1 mês
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“A suspensão dos mandatos foi sempre um assunto em cima da mesa. Eu próprio tive conversas diretas com Adalberto Costa Júnior em diversas ocasiões onde esta questão ficou completamente clarificada”, assegurou Chivukuvuku, rejeitando qualquer dramatismo à volta do tema.

As declarações surgem na sequência da afirmação do líder parlamentar da UNITA, Liberty Chiaka, que alegou que o partido não foi surpreendido por qualquer acto de traição, mas que tudo aconteceu devido a imperativos constitucionais. No entanto, a comunicação do pedido de suspensão primeiro à presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, e não à UNITA, terá gerado algum desconforto nos bastidores.

Chivukuvuku, porém, não deixou margem para especulações: “Os trâmites são claros. A documentação é entregue diretamente à Assembleia Nacional, como manda a lei. Não há aqui qualquer manobra obscura.”

As declarações foram feitas em Lisboa, onde o líder do PRA-JA inaugurou a primeira sede internacional do partido. A cerimónia atraiu mais de uma centena de apoiantes, num evento que consolidou a presença da força política fora de Angola. Isaías Sambangala foi empossado como representante oficial do partido na capital portuguesa, reforçando a ambição de expandir a influência do PRA-JA além-fronteiras.

“Isto não é apenas uma sede, é um símbolo de força e determinação. Representa o início de uma nova era”, sublinhou Sambangala.

Chivukuvuku também destacou a importância da diáspora angolana em Portugal, lembrando que a legislação angolana já contempla eleições no exterior. “Temos uma comunidade angolana expressiva em Portugal, e o nosso partido tem de estar atento a esta realidade”, afirmou, deixando no ar a promessa de um envolvimento mais ativo com os angolanos fora do país.

O líder do PRA-JA reforçou ainda que, após anos de luta para legalizar o seu projecto político, a abertura desta sede em Lisboa simboliza uma vitória para todos os que acreditam numa Angola diferente. “Estamos aqui para ficar. O PRA-JA é um partido de presente e de futuro”, garantiu Chivukuvuku, num tom desafiante.

PONTUAL, fonte credível de informação.