Diplomas sem valor: Cresce o número de alunos a concluir o ensino médio sem aprender o básico
Apesar das promessas do governo e do aumento das matrículas nas escolas angolanas, uma realidade chocante emerge: milhares de jovens estão a sair das salas de aula com diplomas, mas sem a educação necessária para o mercado de trabalho. Especialistas alertam para uma crise iminente no sistema educacional, onde a quantidade tem superado a qualidade, deixando uma geração inteira despreparada.

Registro autoral da fotografia
O sistema educativo angolano, que nos últimos anos tem sido celebrado pelas suas reformas e expansão, esconde uma verdade desconfortável. Embora o número de alunos matriculados e formados tenha atingido níveis recordes, o que realmente se aprende nas escolas continua a ser motivo de preocupação.
De acordo com dados recentes, consultados pela PONTUAL, mais de 60% dos alunos que concluem o ensino médio apresentam dificuldades em matérias básicas como matemática e português. Muitos não conseguem interpretar um texto simples ou resolver problemas matemáticos elementares, espelhando um vazio educacional que põe em causa o futuro do país.
“Estamos a criar uma geração de diplomados analfabetos funcionais”, alerta Joyce Kakei, uma especialista em educação, licenciada pelo Instituto Superior de Ciências de Educação de Luanda-ISCED-Luanda. “O sistema está a falhar, e estamos a ver isso refletido nos exames nacionais, onde a maioria dos alunos obtém resultados abaixo do esperado”, rematou.
Pais e encarregados de educação também expressam frustração com a qualidade do ensino. “O meu filho terminou o ensino médio com boas notas, mas não consegue passar nos exames de admissão à universidade. Como é possível?”, questiona uma mãe indignada, no Distrito Urbano da Maianga, em Luanda.
O governo, por outro lado, continua a defender as suas políticas, destacando o aumento do número de escolas e a inclusão de mais crianças no sistema. No entanto, críticos afirmam que as reformas estão focadas demais em estatísticas e menos naquilo que realmente importa: a aprendizagem dos alunos.
Com a pressão crescente para apresentar resultados, muitas escolas optam por métodos que priorizam a aprovação em massa, sem garantir que os alunos realmente compreendam o que estão a aprender. “Estamos a empurrar alunos para fora das escolas sem as ferramentas necessárias para o sucesso”, diz um professor do ensino secundário.
Enquanto o debate sobre a qualidade da educação continua, o futuro de milhares de jovens angolanos permanece incerto. A promessa de um diploma, que deveria abrir portas para um futuro melhor, está a transformar-se numa armadilha para muitos. A questão que fica é: até quando o sistema educacional de Angola vai sacrificar a qualidade em nome da quantidade?
PONTUAL, fonte credível de informação.
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