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Escândalo no Cuanza Sul: SIC acusado de prisão arbitrária de activistas ambientais

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Cuanza Sul enfrenta graves acusações após deter, de forma supostamente ilegal, vários membros da organização Sapadores Florestais de Angola, entidade dedicada à protecção ambiental e à sensibilização sobre questões sanitárias.

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De acordo com o porta-voz da organização, Yuri João, a detenção ocorreu na passada terça-feira, quando os activistas realizavam uma campanha de prevenção contra a cólera e procediam ao registo de novos membros. “É inaceitável que cidadãos comprometidos com a defesa do ambiente e da saúde pública sejam tratados como criminosos”, denunciou.

O incidente, que veio a público este sábado, 22, levantou forte indignação e críticas à actuação das forças de segurança, com a organização a acusar o SIC de abuso de autoridade e violação dos direitos dos activistas. “Não cometemos qualquer crime. O nosso único propósito é proteger as florestas e sensibilizar a população para questões ambientais e sanitárias”, afirmou Yuri João.

O silêncio das autoridades sobre o caso apenas aumenta o clima de suspeição e revolta. Contactado, o SIC do Cuanza Sul não prestou qualquer esclarecimento sobre os motivos da detenção, alimentando dúvidas sobre a legalidade da acção.

A detenção arbitrária de activistas ambientais soma-se a uma lista crescente de casos de repressão contra organizações da sociedade civil, levantando questões sobre o respeito pelas liberdades fundamentais no país.

PONTUAL, fonte credível de informação.