Escravidão moderna: funcionários da MACON denunciam exploração laboral
Jovens trabalhadores da empresa de transportes MACON vieram a público denunciar aquilo que classificam como condições laborais degradantes e salários incompatíveis com a realidade económica do país, acusando a gestão de lucrar milhões enquanto mantém os funcionários na precariedade.

Registro autoral da fotografia
Segundo os denunciantes, funções essenciais ao funcionamento da empresa são remuneradas com valores que não chegam aos 100 mil kwanzas. É o caso dos lavadores de autocarros, submetidos diariamente a trabalho físico pesado, e dos mecânicos, incluindo técnicos de nível 3, responsáveis pela manutenção e segurança da frota.
Os trabalhadores afirmam que a disparidade entre a facturação da empresa e os salários pagos é gritante, considerando “inaceitável” que profissionais com elevada responsabilidade recebam remunerações que não garantem uma vida minimamente digna.
Em tom de revolta, o grupo diz sentir-se desvalorizado e desrespeitado, alegando que os direitos laborais não são observados e que a dignidade do trabalhador angolano é sistematicamente ignorada. Para os funcionários, a realidade vivida dentro da empresa assemelha-se a uma forma de exploração laboral.
Os trabalhadores exigem uma revisão imediata da política salarial, melhores condições de trabalho e o cumprimento rigoroso da legislação laboral em vigor, sublinhando que não pedem privilégios, mas justiça e reconhecimento pelo esforço diário.
A denúncia surge como um grito colectivo de alerta e pretende chamar a atenção das autoridades competentes e da sociedade para uma situação que, segundo os visados, já ultrapassou os limites da tolerância.
Fonte: TV Nzinga
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