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João Lourenço eleito para liderar estratégia de desenvolvimento da União Africana

João Lourenço foi eleito presidente em exercício do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, consolidando o peso político de Angola no centro das decisões estratégicas do continente. A eleição ocorreu esta terça-feira, durante a 43.ª sessão do órgão, realizada por videoconferência.

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O encontro foi dirigido pelo Presidente do Egipto, Abdel Fattah El-Sisi, presidente cessante do Comité, a quem o Chefe de Estado angolano sucede para um mandato de dois anos. Na reunião, João Lourenço interveio em dois momentos: primeiro, enquanto presidente em exercício da União Africana, e, depois, para formalizar a aceitação do novo cargo.

No discurso de aceitação, o estadista afirmou encarar a missão como um “serviço ao continente”, orientado pelo diálogo político, pela concertação entre Estados e pelo reforço da eficácia institucional da agência de desenvolvimento da União Africana. Garantiu que Angola colocará a sua experiência ao serviço da mobilização do capital humano africano e do alinhamento entre a Agenda 2063 e os planos nacionais de desenvolvimento.

Ao suceder a El-Sisi, João Lourenço comprometeu-se a dar continuidade ao trabalho desenvolvido, sublinhando que o continente enfrenta um nível elevado de responsabilidade na concretização das estratégias traçadas. Defendeu maior celeridade na execução dos programas estruturantes, com prioridade para a juventude africana, a captação de investimento interno e o fortalecimento da voz de África nos fóruns globais.

Entre as iniciativas destacadas figuram o reforço do capital humano através de programas como o “Energize Africa” e a “Iniciativa de Competências para África”, bem como a necessidade de afirmar o continente nos debates sobre a reforma da arquitectura financeira internacional, o financiamento climático e a presença no G20.

Com esta eleição, Angola passa a ocupar uma posição-chave na orientação da agência responsável por transformar decisões políticas em projectos concretos de desenvolvimento, num momento em que o continente procura afirmar-se como actor decisivo no cenário internacional.