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Estado da Nação: fome, saúde e intolerância política dominam expectativas sobre discurso presidencial

Os partidos da oposição querem que João Lourenço apresente medidas concretas para combater a fome, resolver a falta de medicamentos nos hospitais e travar a intolerância política, no discurso sobre o Estado da Nação, marcado para 15 de Outubro, na Assembleia Nacional. Os dirigentes ouvidos esperam também um balanço da governação, numa altura em que Angola se prepara para as eleições gerais de 2027.

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O presidente do BASTA, Domingos Joveth, admite que a intervenção presidencial volte a abordar temas recorrentes, como obras públicas, concursos públicos, diplomacia e preparação do próximo ciclo eleitoral. O dirigente espera ainda referências ao Orçamento Geral do Estado para 2027, mas não antecipa grandes novidades no discurso.

Já Manuel Fernandes, líder do Renova Angola, defende que o Chefe de Estado aproveite uma das últimas oportunidades para prestar contas antes do fim do mandato. Para o dirigente, a mensagem não deve limitar-se à enumeração de realizações, mas esclarecer os resultados alcançados e o legado que João Lourenço pretende deixar ao próximo Presidente da República.

Alexandre Sebastião André, presidente do PADA-Aliança Patriótica, espera uma intervenção extensa, com respostas aos principais problemas políticos, económicos e sociais. O dirigente considera necessário reduzir a intolerância política e reforçar a convivência democrática, sobretudo perante a aproximação das eleições de 2027.

Na economia e na saúde, Alexandre Sebastião André questiona o impacto do crescimento anunciado pelo Executivo na vida das famílias e alerta para a persistência da falta de alimentos. Denuncia ainda a escassez de medicamentos nos hospitais, em particular para doentes com malária, hipertensão e diabetes, e espera que o Presidente apresente respostas para estas dificuldades.