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Estado desembolsa 449 milhões de euros para acelerar turismo fora do petróleo

O Governo autorizou um investimento público avaliado em cerca de 535 milhões de dólares para lançar infra-estruturas estruturantes em três das zonas costeiras mais promissoras do país, Cabo Ledo, Quicombo e Namibe, numa aposta declarada para acelerar o turismo e reduzir a dependência do petróleo.

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A decisão foi formalizada por despacho do Presidente da República, João Lourenço, e prevê a construção de vias de acesso, sistemas de água e saneamento, energia, telecomunicações e iluminação pública em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento turístico, segundo informação avançada pelo Ministério do Turismo.

A maior fatia do financiamento, 249 milhões de euros, será canalizada para Cabo Ledo, uma das zonas balneares mais procuradas do país, situada a curta distância de Luanda. Os restantes 200 milhões de euros destinam-se aos projectos turísticos da Baía do Quicombo, no Cuanza Sul, e às baías das Pipas, dos Três Irmãos e do Tômbwa, na província do Namibe.

Os recursos, num montante global de 449 milhões de euros, resultam de financiamento externo assegurado pelo grupo japonês Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG) e serão executados através de procedimentos de contratação simplificada, com validação sob responsabilidade do ministro do Turismo, Márcio Daniel.

De acordo com a tutela, a ausência de infra-estruturas básicas tem travado investimentos privados já manifestados para estas regiões, razão pela qual o Executivo decidiu avançar com fundos públicos para criar condições mínimas de atracção de grandes operadores turísticos, promotores imobiliários e investidores internacionais.

O Governo sustenta que esta intervenção poderá gerar emprego, dinamizar economias locais e melhorar as condições de vida das comunidades, enquadrando-se numa estratégia mais ampla de posicionar Angola como destino competitivo. Em 2025, o país foi distinguido como Melhor Destino de Investimento Turístico pelo Global Tourism Forum, reconhecimento que o Executivo aponta como sinal de confiança externa no sector.