Crise na empresa de Minoru Dondo: Cidralia falha indemnizações e deixa 131 trabalhadores sem o que comer
A Direcção da Viação Cidralia, Lda., empresa associada ao empresário Minoru Dondo, falhou o pagamento das indemnizações prometidas a 131 trabalhadores, agravando um conflito laboral que expõe alegadas violações de compromissos assumidos pela própria administração.

Registro autoral da fotografia
Segundo documentos internos, a empresa anunciou, a 22 de Dezembro, a suspensão temporária dos contratos de trabalho, invocando dificuldades económicas. Dias depois, perante a contestação do colectivo laboral, a administração comprometeu-se, em comunicado datado de 3 de Janeiro, a pagar 50 por cento das indemnizações até 10 de Janeiro, ficando o remanescente previsto para Fevereiro e Março.
O compromisso não foi cumprido. Os trabalhadores acusam a direcção de incumprimento deliberado e pedem a intervenção urgente dos órgãos de tutela, numa altura em que a situação financeira e administrativa da empresa permanece sem esclarecimentos públicos.
Uma acta datada de 8 de Janeiro revela que a responsabilidade pelo pagamento das indemnizações foi transferida para a MACON, outra empresa detida pelo mesmo proprietário, sob o argumento de que a Cidralia não dispõe de capacidade financeira para honrar os encargos resultantes da cessação laboral.
Fontes internas apontam o atraso ao presidente do conselho de administração das duas empresas, acusando-o de falta de vontade em resolver o processo, alegadamente sustentado por influência política, judicial e empresarial. Uma fonte da MACON confirmou que os cálculos indemnizatórios já foram realizados, mas admite morosidade nas orientações superiores, prevendo a conclusão do processo apenas até Abril.
Paralelamente, os trabalhadores denunciam ordens internas para silenciar os representantes sindicais, impedidos de prestar esclarecimentos públicos ao colectivo. Questionados sobre o caso, os responsáveis indicados pela empresa não responderam até ao fecho desta matéria.
Com Factos Diários
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