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Formação de engenheiros é prioridade, estabelece Governo

O país prioriza a formação de engenheiros para impulsionar o desenvolvimento, pelo que o Governo está a perspectiva a ampliação da oferta de cursos nos ramos das engenharias, tecnologias e ciências, tidas como prioritárias para o desenvolvimento nacional.

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Há 2 semanas
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A informação foi adiantada por Albano Ferreira, ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, esta Quinta-feira, à margem da primeira Sessão Ordinária da Comissão Interministerial para Coordenação, Implementação e Avaliação do Plano Nacional de Desenvolvimento do Capital Humano, decorrida sob orientação da vice-Presidente da República, Esperança da Costa.

Em declarações à imprensa, citadas num comunicado do Governo, o ministro referiu que o “Executivo perspectiva ampliar a oferta de cursos nas áreas das engenharias, tecnologias e ciências, prioritárias para o desenvolvimento do país”.

Na ocasião, o ministro fez saber que a “oferta do ensino superior é, actualmente, voltada às Ciências Sociais e Humanas”, gerando um défice considerável nos sectores tecnológicos.

Assim, apontou a necessidade urgente do país em ter mais engenheiros, especialistas em tecnologia, entre outros.

“Angola precisa urgentemente de mais engenheiros, especialistas em tecnologia, profissionais das ciências agrárias, zootecnia, tecnologias de comunicação e informação, transformação digital, engenharia industrial, engenharia mecânica, engenharia da produção e engenharia química”, disse.

Segundo o titular da pasta do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, dos aproximadamente 1120 cursos que existem, mais de metade (73 por cento) são dados por estabelecimentos de ensino superior privados e aproximadamente 30 por cento por estabelecimentos públicos.

“A maioria pertence às áreas das Ciências Sociais e Humanas, sendo necessário um redireccionamento para cursos de natureza tecnológica, alinhados com as exigências do desenvolvimento do capital humano”, lê-se no comunicado.

“Nessa ordem de ideias, queremos assumir a regulação desta oferta formativa e convidar, sobretudo, os parceiros do subsistema do Ensino Superior do sector privado a encontrar uma forma de ampliar a oferta de cursos nas áreas das engenharias, tecnologias e ciências, prioritárias para o desenvolvimento do nosso país”, destacou o ministro.

Na reunião, a comissão apreciou a Estratégia de Regulação da Oferta Formativa e Criação de Cursos Superiores de Graduação no Território Nacional – Abordagem Preliminar, que tem em vista o estabelecimento de “um quadro regulador para a criação, expansão e consolidação de cursos de graduação no ensino superior”.

“Outros temas analisados na reunião incluíram a transição dos docentes formados na 2.ª edição dos Cursos de Mestrado em Metodologias Específicas de Ensino para o MESCTI e o Plano de Transição da Oferta de Formação Inicial de Professores do Ensino Secundário Pedagógico para o Ensino Superior Pedagógico – Abordagem Preliminar”, aponta o comunicado, que informa que na sessão também foi aprovado o logotipo do Plano Nacional de Desenvolvimento do Capital Humano (ACH) 2023-2037.

A comissão foi igualmente informada acerca do “ingresso no Ministério da Educação (MED) dos formados, no âmbito da Implementação do Projecto ‘Revitalização do Ensino Técnico e Formação Profissional – (RETFOP)’, e sobre a reedição dos cursos de mestrado em Metodologias Específicas de Ensino”.

Além disso, a reunião serviu ainda para abordar o “ponto de situação da implementação do Plano Operacional do ACH 2023-2037, referente ao ano 2024 e à planificação para 2025”.

C/VA

PONTUAL, fonte credível de informação.