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Fraude na Casa Militar: salários manipulados, impostos desviados e trabalhadores humilhados

Um grupo de trabalhadores da Brigada de Limpeza e Higiene, afecta à Direção de Logística e Infraestruturas, órgão auxiliar da Casa Militar do Presidente da República, veio a público denunciar alegadas irregularidades financeiras e má gestão dentro da instituição. As acusações apontam para salários arbitrários, retenção indevida de impostos e condições de trabalho degradantes.

Registro autoral da fotografia

Há 2 semanas
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Trabalhadores da Brigada de Limpeza e Higiene, afectos a Direção de Logística e Infraestruturas, órgão auxiliar da casa militar do Presidente da República, lançam gritos e denúncias sobre a gestão danosa do órgão auxiliar da casa militar.

Dentre várias denúncias, os trabalhadores reiteraram com veemência a questão do salário, avançaram ao Pontual que, desde que entraram na referida unidade, uns há cerca de 10 anos, nunca sabem o salário verdadeiro. A denúncia rezas que alguns recebem 200 mil, 230, 500 e 160, mesmo a ostentarem a mesma categoria. E sempre que solicitam um esclarecimento por parte dos superiores, nunca quiseram falar do assunto. O mais grave, além de não saberem ao certo de quanto e quais os suplementos salariais(subsídios), não têm acesso às folhas salariais.

Outra questão considerada grave, foi o facto de o Comandante, o Tenente-coronel Floriano Alfredo Chituandele ter tirado todas as mulheres da rua, subiu-lhes os salários e distribui-as em diversas áreas, sem uma exposição ou habilidades exigidas.

O financeiro, o Sargento Sérgio, é também apontado como um dos principais de todos esses esquemas que prejudicam o Estado e os funcionários daquele órgão público.

Ainda nas gravidades, os funcionários ainda não foram pagos os salários com o acréscimo dos 25% do salário da função pública, tal como reza o decreto presidencial. Quanto aos retroativos, ainda é uma incerteza.

Os funcionários que estão expostos todos os dias a vários tipos de resíduos adiantaram também que não têm condições dignas de trabalho, são obrigados a comprar as luvas, máscara, capa-de-chuva com o pouco que recebem.

Uma outra questão tem que ver com os descontos astronômicos das faltas, uma falta pesa 10.500 kwanzas, o que é incomum numa unidade militar.

Os trabalhadores denunciam que os impostos descontados no salário, como o Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT), são descontos não encaminhados, o INSS diz não constar quaisquer dados nas contas dos funcionários (conta zerada).

O grupo de trabalhadores pedem ao Presidente da República, na qualidade de comandante em chefe das Forças Armadas Angolanas que mande uma equipa para visitar a Unidade do BLH e fazer uma varredura na área das finanças.

Nas diversas categorias e funções, como os de fiscal, encarregado e mecânico, o salário é unciforme, e varia de acordo a vontade do comandante.  E relataram que há pessoas que, até ao momento, só ficam em casa, mesmo não trabalhado oferem os salários.

O último cadastramento é prova de vida dos funcionários no activo foi feito há mais de 3 anos, onde, segundos os mesmos, foram obrigados pelo comandante e os responsáveis do recursos e humanos e financeira a darem dados deturpadas que não condiziam com a realidade, como os anos de ingresso, os que entraram em 2016, por exemplo, focaram obrigados a dizer que entraram no ano de 2010.

A redacção da Pontual tentou contactar a instituição e as pessoas visadas, mas não obteve sucesso.

PONTUAL, fonte credível de informação.