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Governo avança para repatriamento imediato de namibianos ilegais no Cunene

O Executivo angolano anunciou uma ofensiva urgente para travar a ocupação ilegal de fazendas no Cunene, confirmando o repatriamento de centenas de cidadãos namibianos instalados irregularmente no sul do país.

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A decisão foi avançada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, após uma visita relâmpago à província, onde alertou para o crescimento preocupante da presença de fazendeiros estrangeiros em território nacional. Segundo o responsável, a alegada transumância não justifica a ocupação de terras angolanas.

Dados oficiais apontam para mais de 200 cidadãos namibianos em situação ilegal no município do Chiedi e cerca de 150 na Kafima, entre agricultores e criadores de gado, todos sinalizados para repatriamento. O Governo garante que actuará nos mesmos moldes adoptados pela Namíbia quando expulsa cidadãos angolanos em situação irregular.

A situação está sob análise de uma comissão mista Angola-Namíbia, mas Luanda não esconde a preocupação com o impacto desta ocupação na soberania nacional. As autoridades prometem medidas imediatas e a devolução das terras ao controlo do governo provincial, com vista à implementação de projectos locais.

Paralelamente, o Executivo reforça a vigilância na fronteira, marcada por contrabando de combustíveis, abate ilegal de madeira e tráfico de pessoas. A instalação de um posto de guarda no Marco 28 surge como resposta directa à fragilidade do controlo migratório, num contexto agravado pela seca e pela intensificação dos movimentos de transumância na região.