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Governo encerra rede que alimentava vandalização de bens públicos

O Governo da província do Bié encerrou, nos últimos 60 dias, 56 instalações ligadas à recolha e comercialização de material ferroso, numa ofensiva que visa travar a vandalização de bens públicos e o desvio de infra-estruturas essenciais do Estado.

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A acção, coordenada pelo Gabinete Provincial Económico e Integrado, atingiu vários municípios, com destaque para o Cuito, onde foram encerrados 30 estabelecimentos. Segundo o director Figueiredo Numbi, muitas destas estruturas operavam a partir de materiais retirados ilegalmente da linha do Caminho de Ferro de Benguela e de cabos eléctricos da rede pública.

O processo contou com o apoio do Serviço de Investigação Criminal, que resultou igualmente na detenção de 14 suspeitos, entre os quais seis cidadãos estrangeiros, alegadamente envolvidos em actos de vandalização e furto de equipamentos metálicos.

Apesar de algumas das empresas possuírem autorizações formais, o Governo decidiu revogar as licenças após constatar o uso indevido das mesmas, à luz do Decreto Presidencial 7/26 de 9 de Janeiro, que proíbe a pesagem e comercialização deste tipo de materiais.

As autoridades consideram a medida um golpe decisivo contra o comércio ilegal de metais, sublinhando que a actividade vinha a provocar prejuízos significativos ao erário público e a comprometer infra-estruturas estratégicas no país.