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Governo prevê captar 15 biliões kz e diz que dívida está sob controlo

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, assegurou em Luanda que a captação de recursos para sustentar o Orçamento Geral do Estado (OGE) não constitui motivo de alarme, defendendo que existe ampla oferta de financiamento, sobretudo externo, em condições consideradas vantajosas.

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A governante, que intervinha na V edição do programa “Conversas Economia 100 Makas”, conduzido por Carlos Rosado de Carvalho, reagiu às preocupações em torno do Plano Anual de Endividamento 2026, aprovado pelo Presidente João Lourenço, que prevê a mobilização de 15,03 biliões de kwanzas, equivalentes a 11,01 por cento do Produto Interno Bruto.

Segundo Vera Daves, o financiamento externo “não é difícil” de obter, existindo múltiplas linhas activas, muitas delas associadas a agências de crédito à exportação, que permitem taxas na ordem dos 3 por cento ou inferiores. O desafio, sublinhou, reside mais na capacidade de execução e desembolso do que na disponibilidade dos recursos.

Para 2026, Angola prevê captar 7,93 biliões de kwanzas no exterior e 7,11 biliões no mercado interno. A ministra admitiu que a mobilização doméstica pode revelar-se mais exigente, dependendo da existência de poupanças disponíveis em seguradoras, fundos de pensões e outras instituições financeiras com capacidade de investir em títulos do Tesouro através da Bolsa de Dívida e Valores de Angola.

Caso a captação interna fique aquém das expectativas, o Executivo admite ajustar o equilíbrio entre financiamento interno e externo ou rever a despesa, numa estratégia que privilegia flexibilidade e prudência orçamental.