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Ideia para livro que homenageia Agostinho Neto partiu da primeira-dama. Obra já foi lançada

Foi lançado, no passado Sábado, um livro religioso que homenageia o primeiro Presidente do país, António Agostinho Neto. A obra foi idealizada pela primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço, que na cerimónia de lançamento exortou os jovens a reflectirem acerca dos ensinamentos bíblicos de Agostinho Neto, de forma a se tornarem bons filhos, cidadãos e patriotas.

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Há 6 meses
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No seu discurso, a primeira-dama da República contou como “surgiu a ideia de promover a iniciativa de transferir o culto ecuménico de 18 de Setembro de 2022, em Catete, para livro”.

Segundo Ana Dias Lourenço, na altura estavam num culto e as palavras lá partilhadas deixaram-na “muito tocada”, tendo-se lembrado de se fazer um livro.

“Estávamos num culto que tinha como título ‘Angolanos em Cristo de mãos dadas para o futuro’. E naquele dia, nós tivemos a oportunidade de ouvir de servos do Senhor palavras que não só retrataram aquilo que são as palavras da Bíblia Sagrada, mas também conseguiram retratar o legado do nosso querido Presidente, Agostinho Neto. Fiquei muito tocada e assim pensei na ideia de fazer-se um livro. Desafiei o meu marido, ainda em Catete”, contou, citada num comunicado do Governo, a que o VerAngola teve acesso.

E assim surgiu o livro com cariz religioso, que foi baptizado de “Culto Ecuménico de Acção de Graças”, em alusão ao centenário de Neto.

Segundo a primeira-dama da República, a obra “passa uma mensagem de esperança para o futuro, carregada de sentimentos patrióticos, cristãos, de fé, de educação e ética, sobretudo para os mais novos”.

Na ocasião, Ana Dias Lourenço deixou um agradecimento a todos os que estiveram envolvidos no projecto, tendo ainda pedido que os leitores recomendem o livro a outros angolanos.

“A obra, que representa parte da vida e obra de Agostinho Neto, tem como autores líderes de igrejas cristãs angolanas, e foi apresentada pela socióloga Fátima Viegas”, adianta o comunicado.

Já a sociologia considerou que o livro não é “apenas um testemunho de fé, mas um tributo à vida e luta de um homem que dedicou a sua existência à liberdade e dignidade do povo angolano”.

Assim, explicou que nos textos é possível “destacar duas grandes linhas orientadoras para a nação”, cuja uma é direccionada para o passado e outra para o futuro: “Nos textos podemos destacar duas grandes linhas orientadoras para a nação angolana. Uma voltada para o passado, no sentido heróico da memória de vida e obra de Neto, e outra direccionada para o futuro próximo, orientação que remete-nos para a mística de sempre: a Sagrada Esperança”, disse, citada no comunicado.

Organizada pela comissão Inter Eclesial, a cerimónia foi testemunhada pela viúva de Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto, por Filipe Zau, ministro da Cultura, por Filomeno do Nascimento Vieira Dias, arcebispo da Arquidiocese de Luanda, bem como pelo bispo Gaspar Domingos (Igreja Metodista Unida), Alexandre Saúl, secretário-geral da Aliança Evangélica de Angola, pelo reverendo Vladimir Agostinho, secretário-geral do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola, entre outros.

VA

PONTUAL, fonte credível de informação.