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Katchiungo pede audiência a Adalberto Costa Júnior e apela à unidade interna na UNITA

O militante e ex-deputado da UNITA, José Pedro Katchiungo, solicitou uma audiência ao presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, manifestando-se disposto a contribuir para o fortalecimento da coesão interna do maior partido da oposição em Angola.

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Há 3 meses
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A carta, datada de 13 de Janeiro, foi revelada esta terça-feira numa conferência de imprensa pelos seus advogados, que criticaram a condução do processo que envolveu o ex-deputado no Tribunal Constitucional.

Acusações de manipulação e impugnação controversa

A controvérsia gira em torno de um acórdão do Tribunal Constitucional que extinguiu o pedido de impugnação de Katchiungo contra três deliberações internas da UNITA. Os advogados do ex-deputado acusam o partido de apresentar “provas vencidas”, induzindo o tribunal a erro ao alegar que os direitos do militante foram restabelecidos, quando, segundo eles, “não é verdade”.

Entre as questões em disputa está um processo disciplinar instaurado contra Katchiungo por ter participado na tomada de posse do Presidente da República, João Lourenço, em 2022, ato que gerou tensão no seio do partido.

Apelo à unidade e crítica ao atual cenário político

Na carta dirigida a Adalberto Costa Júnior, Katchiungo reforça a necessidade de união e diálogo dentro da UNITA, destacando que “o partido nasceu e cresceu sob o signo da unidade”. O ex-deputado apelou à gestão conjunta de desafios que, segundo ele, “tendem a minar a causa da luta secular da UNITA e a unidade das massas excluídas”.

Além disso, Katchiungo criticou o contexto político e social do país, afirmando que “a miséria e a desesperança sufocam o cidadão comum, enquanto as elites políticas e da sociedade civil estão focadas em interesses económicos e pessoais”.

Futuro incerto e apelo à reconciliação

Apesar das tensões, José Katchiungo afirma não ter interesse em entrar em conflito com o partido, sublinhando que a UNITA é parte indissociável da sua vida. No entanto, a possibilidade de recorrer ao acórdão do Tribunal Constitucional permanece em aberto, caso o diálogo interno não produza avanços significativos.

O desfecho deste impasse será decisivo não só para a estabilidade interna da UNITA, mas também para a sua posição enquanto principal força de oposição no atual cenário político angolano.

PONTUAL, fonte credível de informação.