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Madeira apreendida no país vão virar carteiras e mobiliário escolar

Mais de 18 mil metros cúbicos de madeira mussivi, apreendida há mais de um ano no Icolo e Bengo, começaram a ser entregues à indústria nacional para transformação em mobiliário escolar e outros equipamentos, numa operação que promete dar um destino útil a um dos maiores volumes já retidos pelo Estado.

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A iniciativa, orientada pelo ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, marca o arranque de um processo que visa converter a madeira em carteiras, mesas, prateleiras, portas, janelas e bancos para igrejas, reforçando o abastecimento de instituições públicas com material produzido internamente.

A madeira encontrava-se armazenada no entreposto florestal de “Maria Teresa” e foi revertida a favor do Estado, após apreensão relacionada com exportação. Agora, com a proibição da saída de madeira em bruto, o Executivo impõe a sua transformação local, numa tentativa de revitalizar a indústria madeireira nacional.

A empresa Hipermáquinas Angola foi a primeira a beneficiar da entrega, num processo que deverá abranger outras empresas interessadas. Apesar de existirem providências cautelares interpostas por duas empresas chinesas, o Governo garante que a operação não será travada, mantendo apenas sob litígio os lotes em disputa judicial.

O ministro foi taxativo: qualquer resistência à transformação interna contraria uma decisão estratégica do Executivo. O objectivo, sublinhou, passa por equipar escolas, hospitais e outras instituições, ao mesmo tempo que se relança um sector considerado vital para a economia nacional.

C/VA