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Massano garante que infra-estruturas continuam a ser prioridade para o Governo

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, garantiu que o Executivo continuará a investir no sector das infra-estruturas, no sentido de elas gerarem desenvolvimento e bem-estar. A informação foi avançada no passado Sábado, dia em que o ministro visitou as obras de construção da estrada Cuima-Cusse e encerrou a sua jornada de trabalho de três dias ao Huambo.

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Na ocasião, o governante destacou que “o Huambo já foi uma das principais referências no domínio industrial, tendo avançado que o Executivo vai continuar a fazer investimentos no domínio das infra-estruturas, para que estas possam gerar desenvolvimento e bem-estar, bem como formular políticas que estimulem os investidores”, refere um comunicado do governo provincial do Huambo.

Neste último dia de trabalho no Huambo, o governante fez uma constatação às “obras de construção da Estrada Nacional 354 no troço Cuima-Cusse, numa extensão de 65,8 quilómetros e que neste momento tem uma execução física na ordem de 69,31 por cento, tendo reconhecido que, com a recuperação da via de acesso que liga o Huambo à vizinha província da Huila, estará facilitada a circulação de pessoas e bens, o que vai contribuir no desenvolvimento das duas localidades”.

Além disso, Lima Massano também “deu nota positiva pelo nível de desenvolvimento e oportunidades que a região apresenta”, embora ainda existam alguns desafios, com destaque para o sector das infra-estruturas.

O ministro de Estado reconheceu igualmente que o Huambo “é um bom exemplo de investimento privado para o sector produtivo, que produz um pouco de tudo e com níveis que ultrapassam as necessidades de consumo da comunidade local, exportando para outras comunidades do país, atingindo um índice muito grande de segurança alimentar”.

Por sua vez, Pereira Alfredo, governador do Huambo, “valorizou a jornada de trabalho dos órgãos da administração central do Estado, que além de possibilitar a apresentação das principais preocupações das comunidades locais, permitiu receber orientações, como a de que haverá engajamento de entidades afins, à medida das condições e disponibilidades do país, para solução dos problemas que afligem as populações”.

Entre as orientações recebidas consta a instalação de uma representação do FADA no Huambo, referiu o governador provincial, que garantiu que o governo local já “identificou o local e aguarda pelo pronunciamento da instituição para sua efectivação, medida que acredita promover apoios financeiros de forma mais próxima e alcançar maior número de produtores e famílias”.

Um dos pontos altos da visita de trabalho de Lima Massano ao Huambo foi a realização do Fórum de Oportunidades e Investimento, no qual o ministro participou. Contudo, a sua agenda foi ainda marcada por visitas a outras infra-estruturas sociais e projectos de iniciativa privada na província.

No âmbito desta jornada, José de Lima Massano também visitou as obras da fábrica de bioveterinária e produção de vacina animal, o aviário agripina, a plataforma logística da Caála, as instalações da fábrica de processamento de farinha de trigo e produção de massa alimentar IALTURC, entre outros.

Encontro com classe empresarial no Huambo

Enquanto esteve no Huambo, o ministro de Estado também orientou um encontro com a classe empresarial naquela província, “para dialogar e compreender as principais dificuldades e preocupações que a classe enfrenta, tendo proposto algumas sugestões com vista ao desenvolvimento económico”.

Citado num comunicado do governo do Huambo, a que o VerAngola teve acesso, o presidente da União Regional de Cooperativas Pecuárias Centro de Angola, Paulo Flora, “caracterizou o certame como uma oportunidade de reiterar o empenho e dedicação da instituição que dirige, servindo de veículo para demonstrar as suas dificuldades, preocupações e busca de soluções conjuntas do que é possível para o crescimento da produção pecuária”.

“Para o presidente da Cooperativa de Criadores de Gado do Bié, e criador de suínos, Sandro Miguel, constituem preocupações e dificuldades para o sector o custo elevado de determinadas matérias primas indispensáveis para alimentar a agro-pecuária, a falta de equipamentos para a criação de suínos, o défice no transporte de energia eléctrica para as unidades pecuárias”, lê-se na nota.

Além disso, também foram levantadas como preocupações “a falta de financiamento para incentivo à produção e apoio do FADA, a vandalização e prevaricação a infra-estruturas de iniciativa privada, a burocracia na legalização de terras, a falta de energia e água nos centros de produção, entre outras”.

Contudo, adianta o comunicado, “os empresários, que valorizaram alguns projectos implementados pelo Executivo, reafirmaram o compromisso de continuarem a dar a sua contribuição para o crescimento do sector económico e não só”.

C/VA