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MPLA rejeita protesto da UNITA e acusa partido de fabricar factos políticos

O voto de protesto apresentado pela UNITA contra o brutal assassínio de 16 idosas camponesas e a detenção de dois deputados no Cuanza Norte foi rejeitado pelo MPLA, que acusa o maior partido da oposição de instrumentalizar tragédias para criar factos políticos.

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Há 1 mês
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Milonga Bernardo, deputado do MPLA, justificou a decisão do seu partido, alegando que a UNITA tenta sistematicamente transformar as sessões plenárias em cenários de confrontação política, em vez de respeitar os procedimentos institucionais. “Infelizmente, os nossos colegas da UNITA fazem da Assembleia Nacional um palco de factos políticos fabricados, muitas vezes em desrespeito à normalidade institucional do Estado”, declarou em entrevista à Rádio Nacional de Angola.

O MPLA assegura que a sua prioridade é garantir que as instituições competentes investiguem os crimes com celeridade e que os responsáveis sejam responsabilizados. “O mais importante é expressarmos o nosso profundo pesar e solidariedade às famílias das vítimas. Encorajamos as instituições do Estado a actuarem com firmeza para identificar os autores destes actos hediondos”, frisou Milonga Bernardo.

Do lado da UNITA, o presidente do grupo parlamentar, Liberty Chiyaka, manifestou revolta e indignação perante o voto contra do MPLA, considerando a posição da maioria parlamentar “uma demonstração de insensibilidade e falta de solidariedade”. O partido lamenta não apenas a rejeição do voto de protesto pelos homicídios, mas também a recusa do parlamento em discutir a detenção dos deputados Francisco Falua e João Quipipa Dias, detidos pela polícia durante uma marcha de solidariedade no Cuanza Norte.

A rejeição dos requerimentos da UNITA pelo MPLA, que contou com 107 votos contra, reacendeu as tensões no hemiciclo e aprofundou o clima de polarização política, colocando em evidência mais um capítulo do embate entre as duas maiores forças políticas do país.

PONTUAL, fonte credível de informação.