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Negligência no sector do gás coloca vidas em perigo: defesa do consumidor denuncia garrafas de gás com fugas e fora de prazo no mercado

Garrafas de gás fora de prazo e com fugas continuam a circular no mercado angolano, expondo milhares de consumidores a riscos graves, denunciou esta terça-feira a Associação de Defesa do Consumidor (Adecor), que promete avançar com responsabilizações.

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A organização aponta o dedo aos fornecedores, com destaque para a Sonagás, e critica a fragilidade da fiscalização por parte das entidades reguladoras, alertando para a presença generalizada de botijas com validade expirada e em condições deficientes de segurança.

As conclusões resultam de um estudo conduzido desde 15 de Janeiro nas províncias de Luanda, Huambo e Cabinda, onde foram identificadas práticas irregulares, incluindo a comercialização de gás em locais sem condições mínimas e o uso de recipientes que ultrapassaram largamente o limite legal de dez anos de vida útil.

Segundo o responsável da Adecor, Anacleto Celestino, a situação configura um cenário de “omissão e negligência”, que pode ter consequências trágicas, sublinhando que muitas destas garrafas apresentam fugas e colocam em risco não só os consumidores, mas toda a cadeia de distribuição.

Perante este quadro, a associação exige a retirada imediata das garrafas irregulares, a requalificação dos equipamentos e o reforço da fiscalização por parte do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP), defendendo ainda acções judiciais contra os fornecedores e maior informação ao público sobre o uso seguro do gás.

C/Lusa