0º C

17 : 00

PADDA rejeita projecto da UNITA e avança sozinho

O PADDA–Aliança Patriótica afastou-se, de forma categórica, da proposta de integração na Ampla Frente Patriótica Unida, liderada pela UNITA, e anunciou a intenção de avançar com um projecto político próprio, abrindo espaço para uma nova coligação no xadrez político nacional.

Registro autoral da fotografia

Há 3 horas
2 minutos de leitura

A posição foi assumida pelo presidente do partido, Alexandre Sebastião André, esta segunda-feira, 12, durante a cerimónia de abertura do ano político, onde deixou claro que a estratégia do PADDA passa por construir uma frente autónoma, agregando outras forças e cidadãos que se identifiquem com a sua visão de mudança.

Segundo o dirigente, a Aliança Patriótica pretende constituir uma plataforma inclusiva, aberta a todos os angolanos que se reconheçam como patriotas, sublinhando que a luta política deve reflectir, acima de tudo, a vontade popular e não estar condicionada a projectos já existentes.

A eventual adesão do PADDA ao projecto político do “Galo Negro” ganhou força após a formalização, no final de 2025, da desvinculação do partido da coligação CASA-CE junto do Tribunal Constitucional, cenário agora definitivamente afastado pela liderança da formação.

No mesmo acto político, Alexandre Sebastião André apresentou novos militantes e revelou a intenção de realizar um Congresso Extraordinário na última sexta-feira de Março, com o objectivo de ajustar a estrutura interna e preparar a máquina eleitoral com vista aos próximos desafios.

Entre as novas adesões, destacou-se Francisco Teixeira, líder do MEA, apontado como potencial cabeça de lista do PADDA–Aliança Patriótica nas eleições gerais de 2027, além de Geraldo Wanga, presidente do Sindicato dos Taxistas, e do jovem activista Fábio Mbaxi.