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Professores suspendem greve à última hora e dão voto de confiança ao Governo

Os professores angolanos decidiram suspender a greve às aulas prevista para 15 de Janeiro, após assembleias realizadas no sábado nas 21 províncias do país, optando por dar um voto de confiança ao Governo depois de uma primeira ronda negocial considerada decisiva.

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A paralisação tinha sido convocada pelo Sindicato Nacional dos Professores Angolanos (Sinprof), no âmbito da luta por melhores condições laborais e salariais, mas acabou travada após o encontro de quinta-feira, em Luanda, entre a direcção sindical e o Ministério da Educação, com mediação do Ministério do Trabalho.

A presidente do Sinprof, Hermínia do Nascimento, explicou que a classe decidiu conceder tempo ao Executivo para cumprir os consensos alcançados, sublinhando que a suspensão da greve não significa recuo definitivo. O sindicato deixou claro que accionará os mecanismos legais caso os compromissos assumidos não se materializem.

Segundo o secretário-geral do Sinprof, Admar Jinguma, das 11 reivindicações apresentadas apenas três reuniram consenso: a promoção dos docentes que ficaram estagnados desde 2021, o nivelamento das carreiras e o pagamento do 13.º salário de forma integral, abandonando o modelo de parcelas.

As conclusões da reunião foram analisadas pelo colectivo de professores em todo o país, que decidiu manter as aulas em funcionamento no ensino geral, numa fase considerada de expectativa vigilante quanto à actuação do Governo nos próximos meses.

Apesar da suspensão da greve, o Sinprof mantém pressão sobre o Executivo, reclamando orçamento próprio para as escolas, melhores condições de trabalho, reajuste salarial, distribuição atempada de manuais escolares e maior investimento na Educação, sector que o sindicato considera subfinanciado no OGE 2026.