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Costa Júnior acusa regime de instaurar “clima de medo” e denuncia intolerância política

A UNITA voltou a subir o tom contra o Executivo e acusou o regime de promover um “clima de medo” no país, denunciando actos de intolerância política que, segundo o partido, se intensificam em períodos pré-eleitorais.

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No comunicado final da II reunião ordinária do Comité Permanente da Comissão Política, realizada sábado em Luanda sob orientação do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, a direcção do partido sustenta que tais práticas surgem de forma cíclica antes das eleições, com o propósito de condicionar as populações e limitar a participação cívica.

O documento, divulgado na página oficial do líder partidário, traça um quadro crítico da situação política, económica e social. Entre as principais preocupações, destaca-se a alegada criminalização do exercício de direitos e liberdades fundamentais, como a manifestação, a reunião e a crítica política.

A UNITA aponta directamente para diplomas recentemente aprovados pela Assembleia Nacional, nomeadamente a Lei das Fake News, a Lei das Carreiras Militares e o Código de Disciplina Militar, que considera direccionados a actores político-partidários, activistas e defensores de direitos humanos, incluindo membros da sociedade civil.

No plano socioeconómico, o partido denuncia a degradação das condições de vida e associa esse cenário à saída crescente de cidadãos para o exterior, com especial incidência em quadros qualificados, empresários e jovens. Critica ainda a política de privatizações e adjudicações directas, que classifica como forma encapotada de peculato e corrupção.

Na mesma reunião, o Comité Permanente aprovou o plano de acção para 2026 e definiu as linhas gerais de uma proposta de Pacto de Estabilidade Democrática, a apresentar a partidos, igrejas e organizações da sociedade civil, reafirmando o compromisso com a construção de um país mais democrático, justo e inclusivo.