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País comprou 700.000 doses de vacinas para travar surto de cólera

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, anunciou que o país comprou aproximadamente 700.000 doses de vacinas para combater o surto de cólera, especialmente nas zonas mais afectadas pela doença.

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Há 2 semanas
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O anúncio foi feito esta Quinta-feira, quando a titular da pasta da Saúde falava no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), durante a actualização dos dados sobre a cólera e acções implementadas para prevenir a doença.

Citada num comunicado do Ministério da Saúde, a que o VerAngola teve acesso, Sílvia Lutucuta fez saber que as cerca de 700.000 doses já estão no país desde o início desta semana.

A ministra disse que o país “solicitou ao Grupo Coordenador Internacional de Vacinas de Emergência, e foi autorizada a adquirir 940 mil doses de vacinas, seguida de uma nova negociação em que Angola foi autorizada a adquirir cerca de 700 mil doses para áreas mais afectadas, sendo que as mesmas já se encontram no país, desde o dia 17 de Março”, lê-se na nota.

Em termos de resposta ao surto, a governante recordou a implementação de uma campanha de vacinação nos mais de 90 bairros mais afectados pela cólera.

“A ministra frisou que na acção complementar de resposta à cólera, foi implementada a campanha de vacinação contra à cólera nos 98 bairros mais afectados nos municípios de Cacuaco, Sequele, Dande, Úcua, Panguila e Nabuangongo”, refere o comunicado, que aponta que, nesse sentido, “foram vacinados um total de 925.026 habitantes, correspondendo uma cobertura de 86 por cento da população estimada”.

“Dentro do Plano de Contingência para Resposta à Cólera, a ministra referiu que entre várias acções foram instalados 77 centros de tratamento de cólera em todas áreas mais afectadas e foram instalados 64 centros de reidratação oral, com asseguramento de ambulâncias do INEMA, que são assegurados pelas forças de ordem pública e à comissão de moradores”, lê-se na nota.

Cólera matou mais de 300 pessoas desde Janeiro

Mais de 300 pessoas morreram vítimas da cólera no país desde 7 de Janeiro, num total de 8141 casos em 14 províncias, anunciou o Ministério da Saúde.

Segundo o último boletim epidemiológico referente a 20 de Março, o país registou 191 novos casos e mais 15 óbitos, nomeadamente seis no Cuanza Norte, Luanda (6), Icolo e Bengo (2) e Bengo (1).

A província do Cuanza Norte, que em menos de uma semana somou 33 óbitos, e nas últimas 24 horas registou 59 novos casos, constitui a maior preocupação das autoridades centrais e locais.

Desde o início do surto, foi reportado um total cumulativo de 8141 casos, sendo 4026 na província de Luanda (epicentro da doença), Bengo (2428), Icolo e Bengo (796), Cuanza Norte (357), Benguela (194), Malanje (181), Zaire (44), Cuanza Sul (36), Cabinda (33), Huambo (22), Uíge (15), Huíla (7), e as províncias do Cunene e Cubango com um caso cada.

Ocorreram desde o início da epidemia 313 óbitos, dos quais 151 em Luanda, 92 na província do Bengo, 33 no Cuanza Norte, 21 no Icolo e Bengo, Benguela (7), Malanje (4), Cuanza Sul (3) e Zaire e Cabinda com um óbito cada.

As autoridades decretaram uma cerca sanitária na localidade do Luinha, município do Cazengo, na província do Cuanza Norte, onde se regista um aumento de casos de cólera nos últimos dias.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, disse, na noite de Quinta-feira, em Luanda, que a província do Cuanza Norte registou, na última semana, 40 por cento dos óbitos de cólera e conta com a maior taxa de letalidade.

C/VA

PONTUAL, fonte credível de informação.