Paz nos Grandes Lagos: acordo assinado em Washington ganha peso continental
A União Africana proclamou esta Quinta-feira um avanço decisivo para a estabilidade regional, ao celebrar o acordo de paz firmado entre a RDCongo e o Ruanda, um compromisso que procura travar décadas de hostilidade no coração dos Grandes Lagos.

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Mahmoud Ali Youssouf, presidente da Comissão da UA, classificou o entendimento, assinado em Washington, como um “marco histórico” para a segurança e a paz duradoura na região. O responsável destacou igualmente o papel dos Estados Unidos, sublinhando o envolvimento directo do Presidente Donald Trump, bem como o contributo diplomático do Qatar para a concretização do acordo.
Segundo Trump, o pacto estabelece um cessar-fogo permanente, o desarmamento das forças não-estatais, o retorno dos refugiados e mecanismos de responsabilização para crimes cometidos no conflito. O documento inclui ainda uma dimensão económica, garantindo aos EUA acesso preferencial a minerais estratégicos da zona, uma cláusula vista como potencial catalisadora de novos equilíbrios geopolíticos.
Presentes na cerimónia, entre os quais o Presidente angolano, João Lourenço, Youssouf apelou à implementação rigorosa do acordo e lançou um aviso: só a aplicação integral permitirá transformar este gesto diplomático numa oportunidade real de reconciliação e cooperação regional. A UA assegurou que acompanhará todo o processo ao lado dos mecanismos africanos de mediação.
O leste da RDCongo permanece em convulsão desde 1998, marcado por confrontos entre grupos rebeldes e forças governamentais, apesar da presença da missão da ONU (Monusco). A situação agravou-se no início deste ano, quando o M23, apoiado pelo Ruanda segundo a ONU e várias capitais ocidentais, tomou Goma e, semanas mais tarde, Bukavu.
Em Junho, Kinshasa e Kigali ratificaram o acordo em Washington, mas os confrontos prosseguiram. Em Novembro, representantes da RDCongo e do M23 assinaram em Doha um novo quadro negocial, mediado pelo Qatar. João Lourenço, que anteriormente tentara mediar o conflito na qualidade de presidente em exercício da UA, suspendeu a sua intervenção após uma tentativa falhada de diálogo em Luanda, realizada no mesmo dia em que Tshisekedi e Kagame reuniram em Doha sem informar Angola.
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